Boa alimentação: do útero à infância

     Mamãe, você sabia que o paladar do seu filho começa a se desenvolver dentro do seu útero? Isso acontece porque, durante a gestação, a sua alimentação influencia diretamente na composição do líquido amniótico, e o sabor deste líquido muda conforme o tipo de alimento ingerido, podendo ficar mais amargo, doce, salgado ou azedo, e o bebê começa a percebê-los e se habituar a eles, construindo uma memória alimentar. Isso pode influenciar nas preferências alimentares futuras dele, fazendo ele aceitar mais facilmente sabores que foram fornecidos durante a gravidez. Por isso se torna tão importante uma alimentação saudável e equilibrada.

 

     Lembre-se que sempre é tempo de mudar, caso não esteja se alimentando muito bem. No primeiro trimestre realmente não é fácil para algumas mamães, alguns sintomas como enjoo, alteração de humor, cansaço, perda de apetite e até mesmo perda de peso podem permanecer por dias em algumas gestantes. Você pode procurar ajuda da sua obstetra e também nutricionista para lhe auxiliar nesse processo, mas tenha certeza que esses incômodos passarão.

 

 

     Ter uma alimentação saudável neste período é um valioso investimento pensando no bem do seu bebê, e no seu também! A gestação é um período que exige um cuidado nutricional redobrado, as gestantes devem consumir alimentos em variedade e quantidade específicas para atingir as necessidades energéticas e também nutricionais.

 

     A alimentação deve ter todos os grupos alimentares, desde que não haja intolerância ou alergia a algum alimento, e ressalto a importância de ingerir vegetais sempre bem higienizados, frutas, carnes, ovos e peixes (nunca crus), leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico...), carboidratos (arroz, batata, milho, pão integral...), leite e derivados (iogurte, leite...). Procure fazer as carnes sempre bem cozidas, grelhadas ou ensopadas, evitando as frituras.

 

     No período da gestação, além de alterações fisiológicas que podem refletir nas escolhas alimentares, a mulher está sujeita a saberes e crenças: sejam elas da família, culturais ou de outra fonte, mas que são influenciadores nos hábitos e comportamentos alimentares da gestante. Procure sempre tirar suas dúvidas com um profissional da saúde de confiança, para que o monitoramento nutricional possa ser visto como um fator positivo até mesmo na promoção de uma boa saúde para você e seu bebê.

 

 

     Infelizmente estudos apontam que a alimentação das gestantes precisa de melhorias, pelo baixo consumo de verduras, frutas, legumes e um consumo alto de açúcares, doces e gorduras, podendo influenciar não só na saúde materna, como no aumento da taxa de obesidade na infância do bebê. Lembre-se que seu filho tem uma “memória” alimentar adquirida lá na sua barriga, e é levada por toda a vida.

 

     Por depender do que a mãe come e da sua relação com os alimentos, a criança poderá não ter hábitos saudáveis, tendo uma maior tendência à obesidade, ou até mesmo algum tipo de doença crônica não transmissível.

 

     Os riscos de problemas cardíacos e diabetes na criança são menores quando a gestante passa a ter hábitos mais saudáveis. A criança que não tiver contato com açúcar nos dois primeiros anos de vida, poderá não ter esse hábito quando ficar adulto. Por isso, além da gestante ter uma dieta rica em nutrientes, priorizando alimentos de verdade: arroz, feijão, verduras, legumes e frutas, procurem que seus filhos não tenham contato com açúcares (nos dois primeiros anos de vida): branco, mascavo, cristal, demerara etc, e também preparações que contenham quantidades grandes de açúcares, como: bolos, doces, biscoitos, entre outros, para promover uma qualidade de vida melhor para seu filho, além de prevenir doenças acarretadas pela má alimentação.

 

Nutricionista Luana Godoes - CRN: 10438P

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